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Faz de Conta Entrevista: Márson Alquati

Posted by Bruna Fernandes on 11:36 in
Autor da série Ethernyt, publicada pela Editora Giz Editorial, e de obras como A Batalha dos Deuses e Formaturas Macabras, Márson Alquati é de Caxias do Sul. Recebeu o Prêmio Melhores do Ano 2010, Troféu Joinha 2010 e o Troféu Livro de Ouro. O autor, que é casado e têm três filhos, participou também de eventos literários de grande porte, onde foi palestrante. Em um bate-papo, o autor nos conta um pouco de como surgiu a ideia para a série Ethernyt e seus planos. No site do autor, é possível ler o primeiro capítulo de suas obras, ter acesso ás imagens dos cenários, armas e veículos dos livros, além de fotos dos lançamentos e outros eventos.



1- Primeiro, gostaria que falasse um pouco sobre você e suas preferências literárias. 



Em primeiro lugar, agradeço a oportunidade e quero dizer que é uma grande honra ser entrevistado pelo “Faz de Conta”. Bem, sobre mim, o que posso dizer é que sou um cara comum que adora ler e nas horas de folga se diverte escrevendo histórias de ficção fantástica.

2- Você já recebeu alguns prêmios literários, como 'Prêmio Melhores do Ano 2010' e 'Troféu Livro de Ouro'. Como foi recebê-los?

Foi acima de tudo, uma grande surpresa, principalmente se levarmos em conta que em ambas as edições do Melhores do Ano e do Livro de Ouro tivemos como concorrentes grandes obras de excelentes autores nacionais como o Vianco e o Spohr. Tenho muito orgulho em ter sido lembrado por ambos os organizadores destes prêmios, mas para mim, o que mais importa é a maravilhosa aceitação que a Trilogia Ethernyt vem tendo por parte do público leitor.

3- Além de histórias de aventura, há também contos em sua autoria. Qual é a dificuldade de criar um conto?

Sim, possuo vários contos, assim como prefácios e ensaios literários publicados em diversas antologias nacionais, blogs e jornais de ampla circulação no RS. A grande dificuldade que tenho em escrever contos é quando preciso me limitar a um determinado número de caracteres, pois sempre tenho muito mais a contar do que cabe nos contos/prefácios. As antologias geralmente exigem que os contos possuam de 8.000 a 10.000 caracteres. Se pudesse, escreveria um livro para cada conto. Mas isto não diminui o meu gosto por escrever contos, embora prefira os romances longos.

4- Como surgiu a ideia para Ethernyt - A Guerra dos Anjos?

A ideia surgiu durante as minhas penosas viagens semanais de ônibus de Caxias (onde morava na época) à Barracão (onde fui lotado ao assumir o cargo de Técnico do Tesouro do RS). Como não conseguia dormir durante as mais de seis horas que permanecia no ônibus, comecei a rabiscar algumas idéias em uma agenda velha. Essas ideias foram se multiplicando e quando vi já tinha esqueleto para um livro completo. Mas as idéias continuaram fluindo e, de repente já não iriam mais caber em um único volume... E assim, nasceu a Trilogia Ethernyt: nos duros e desconfortáveis assentos de um ônibus caindo aos pedaços. 

5 - Como é participar de eventos literários de grande porte e dar palestras?

Muito gratificante e divertido. Gratificante, pois sempre que somos convocados para palestrar para grupos de estudantes, universitários ou leitores temos a comprovação de que nosso trabalho está agradando e conquistando cada vez mais espaço na concorrida literatura nacional. E divertido, pois nos eventos de grande porte temos a oportunidade de divulgar nossos livros e principalmente de conhecer e interagir com nossos leitores, fãs e outros autores, e também fazer contato com editores, livreiros e todo tipo de profissional ligado à literatura.

6- Você acredita que há, hoje, uma maior dificuldade para lançar obras?

Hoje em dia é muito fácil publicar e lançar um livro. Qualquer um pode fazer isso, através de sites de auto-publicação como o Clube de Autores. O difícil mesmo é conseguir divulgar de forma eficiente o nosso trabalho, de fazê-lo chegar até o nosso público-alvo e de colocá-lo nas grandes redes de livrarias e sites de compras. A mídia também deveria valorizar mais a literatura nacional.

7- Quem desenha a capa dos seus livros?

Quem desenhou as três capas da Trilogia Ethernyt foi o pessoal do departamento gráfico da Giz, a minha editora. Mas a concepção da idéia do escudo alado foi minha. Eu sempre quis algo que remetesse ao princípio místico da dualidade, com elementos de ação e aventura. Assim surgiu o escudo alado, onde as asas de anjo e demônio simbolizam o eterno confronto do bem contra o mal; e a espada e o escudo nos lembram os grandes épicos medievais recheados de ação e aventura.

8- Pretende escrever outros títulos?

Sim. Por enquanto, tenho os esqueletos prontos para mais quinze livros. No momento estou finalizando um drama de cunho escatológico no estilo de “A Cabana”, cujo título provisório é “O Sangue de Adão”. Uma proposta bastante diferente da Saga Ethernyt, embora também tenha como pano de fundo o Armagedon. E mais adiante pretendo uma série de livros baseados na Mitologia Suméria e os antigos deuses astronautas.

9- Quem são os autores nos quais você se inspira?

São tantos que nem que eu quisesse conseguiria citar todos. Mas alguns dos que mais me marcaram são: J. J. Benitez, George R. R. Martin, Bernard Cornwell, Zecharia Sitchin, Erich Von Daniken, Suzanne Collins, Conn Igulden, Dan Brown e os nossos irmãos de escrita nacional André Vianco e André Spohr, entre outros.

10- Gostaria que deixasse um recado para os leitores do blog.

Como diria o imortal poeta gaúcho Mário Quintana: “O verdadeiro analfabeto não é aquele que nunca aprendeu a ler e sim aquele que aprendeu e não lê”. Portanto meus amigos, leiam. Leiam muito e principalmente livros de ficção fantástica de autores nacionais. Sugestão: os três volumes da Trilogia Ethernyt! Obrigado pela oportunidade... Afetuosos abraços e até a próxima!




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